D Daydreamer's Mind
Ghost

Pride & Prejudice (2005) | Austenland (2013)

(Source: keptyn)

When I think of you my eyes go wide
You could most certainly make me cry
You are very deep in my mind
You made me want to survive
I would only look into you eyes
If you could only see
What you mean to me.

Daydreamer’s mind

Negros sonhos nas águas do mar
De casa fui arrancado, de minha mulher e filhos fui tirado, para outros os perdi, nem sequer sei quem foi o infeliz… Até um novo nome recebi, não o entendi…

Com malungui agora estou, meu Senhor, aqui quem vos fala é filho do deserto, que viveu em campo aberto. Aqueles que eram os guerreiros ousados, que com os tigres mosqueados, combatem na solidão,

Ontem simples, fortes, bravos. Hoje míseros escravos, sem luz, sem ar, sem razão.

Agora nos ordenam, guiam nossos novos destinos, não sei aonde vamos, dizem para terras distantes, para como escravos trabalhar.

Os rudes marinheiros, tostados pelo sol dos quatro mundos, decidem quem vive e quem morre, e numa cena infame atiram ao mar inquieto, que a tudo acompanha, os pobres doentes, perdidos em seus espasmos, no pranto embalados. Recebem o mesmo fim dos finados, com o corpo lançado aos oceanos.

Neste fundo de navio negreiro, a multidão faminta cambaleia, um de raiva delira, outro enlouquece, outro que martírios embrutece, todos enfileirados lado a lado confinados a escravos com os nomes que receberam ao serem aprisionados.

Ó mar, por que não apagas co’a esponja de tuas vagas, do teu manto este borrão? Nas terras de seja-la-quem-for aquele que vai me impor o trabalho, e muitos vão cair, pra’ não mais se erguer só Deus sabe o que por vir vai acontecer…

Negros sonhos nas águas do mar

De casa fui arrancado, de minha mulher e filhos fui tirado, para outros os perdi, nem sequer sei quem foi o infeliz… Até um novo nome recebi, não o entendi…

Com malungui agora estou, meu Senhor, aqui quem vos fala é filho do deserto, que viveu em campo aberto. Aqueles que eram os guerreiros ousados, que com os tigres mosqueados, combatem na solidão,

Ontem simples, fortes, bravos. Hoje míseros escravos, sem luz, sem ar, sem razão.

Agora nos ordenam, guiam nossos novos destinos, não sei aonde vamos, dizem para terras distantes, para como escravos trabalhar.

Os rudes marinheiros, tostados pelo sol dos quatro mundos, decidem quem vive e quem morre, e numa cena infame atiram ao mar inquieto, que a tudo acompanha, os pobres doentes, perdidos em seus espasmos, no pranto embalados. Recebem o mesmo fim dos finados, com o corpo lançado aos oceanos.

Neste fundo de navio negreiro, a multidão faminta cambaleia, um de raiva delira, outro enlouquece, outro que martírios embrutece, todos enfileirados lado a lado confinados a escravos com os nomes que receberam ao serem aprisionados.

Ó mar, por que não apagas co’a esponja de tuas vagas, do teu manto este borrão? Nas terras de seja-la-quem-for aquele que vai me impor o trabalho, e muitos vão cair, pra’ não mais se erguer só Deus sabe o que por vir vai acontecer…

daydreamersmind.tumblr.com

baseado em “Navio Negreiro” de Castro Alves.

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